http://www.youtube.com/watch?v=RxPZh4AnWyk
Um dos mais fantásticos momentos da história da televisão.
19 abril 2009
11 março 2009
Fui conquistador

"Já fui ao Brasil, Praia e Bissau. Angola, Moçambique, Goa e Macau... Já fui até Timor. Já fui um conquistador" Cantava uma música de finais dos anos 80 que foi ao Eurofestival. É esta a riqueza que deixámos durante séculos. Hoje ao ver José Eduardo dos Santos em Portugal, recordo a viagem que fiz a Angola em 2004. Um país fantástico que tinha saído da guerra há pouco tempo, mas no qual já se sentia que o desenvolvimento estava mesmo ali ao lado. Agora, depois de lá termos estado vários séculos, são os angolanos e Angola que podem ser novamente uma oportunidade para os portugueses e Portugal atenuarem estes tempos de crise. Apesar de Angola não ser uma democracia exemplar, o caminho em África faz-se caminhando. Nada se constrói em meia dúzia de anos. É bom que Portugal tenha um bom relacionamento com este país-filho, como o faz com os outros países-filhos (Brasil, Moçambique, Timor-Leste, Macau (China), Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Índia etc, etc...). São janelas de oportunidades que devemos agarrar e nunca menosprezar. Não esquecendo que o nosso lugar, e casa-mãe, é a Europa.
Foto de Arlindo Sequeira, retirada do sítio TrekEarth.
23 fevereiro 2009
A nossa história

Há coisas que não entendo (ou talvez entenda). É a nossa constante depressão enquanto povo. Somos o país mais antigo da Europa, um dos povos mais homogéneos do mundo, estamos num dos melhores locais do planeta para se viver, mas... teimamos em estar deprimidos. Agora temos a desculpa da crise, antes era porque... simplesmente adoramos ser coitadinhos. Gostamos que tenham pena de nós. Amamos dizer mal de nós próprios. Felizmente já viajei por muitos locais do mundo, mas nunca assisti a tanta auto-flagelação como em Portugal.
O que é estrangeiro é sempre melhor do que é nacional, os outros vivem sempre melhor que nós, etc, etc, etc. É isto que pensamos sempre. É a nossa forma de nos vermos. O que não deixa de ser triste (lá está!). Eu bem tento contrariar este meu povo que me rodeia. Mas basta sair à rua para ver os meus conterrâneos a maldizer o próximo e infelizes consigo próprios. Amigos, acordem! Garanto-vos que estamos num país fantástico com gente fabulosa. Basta animarem-se e tentar ver a vida com mais confiança, mesmo quando as coisas não correm pelo melhor. Acham que têm um mau governo? Os outros são iguais ou piores. Acham que o país não avança? Nos outros a crise também chegou. Está mau tempo? Na Suécia está pior de certeza.
Essa é outra: uma coisa que põe os portugueses deprimidos é a chuva. Algo que também nunca entendi... Se assim fosse com todos os povos, não havia um inglês vivo, um belga vivo, um alemão vivo. Todos cometeriam suicídio!
Para provar o que digo, perguntem a um português isto: "Estás bom?". A resposta em 80% dos casos vai ser uma de duas: "Cá vou andando" (a menos má, mas que denota logo que algo não vai bem) ou "Podia estar melhor (o que significa que a seguir vem aí um lastro de lamúrias)". Isto se não começar a falar imediatamente das suas próprias doenças (mesmo que seja uma simples constipação ou uma mera insónia), de doenças de familiares (há sempre um que vai ser operado a qualquer coisa) ou doenças de amigos (um tem cancro, outro ficou diabético...). Façam a mesma pergunta a um qualquer tipo de outro país, mesmo que seja do Zimbabué, e a resposta vai ser: "Estou bem, e tu?". Simples, não é?
Rio outra vez!
Há cerca de duas semanas voltei ao Rio de Janeiro em trabalho. Confesso que, desta vez, gostei mais da cidade. Se calhar é daqueles locais, como tantos outros, que não se gosta à primeira e temos de ir conhecendo aos poucos para a compreendermos.
É verdade que a denominada cidade mravilhosa tem imensos defeitos. A zona urbana, minimamente decente, é pequena, sobretudo comparada com os "edifícios" favelados que a circundam por todos os lados. No Brasil, 28% das pessoas vivem em favelas. Existem 16 mil favelas no país inteiro e mil estão no Rio de Janeiro, sendo que a maior do mundo está na cidade do samba e da bossa nova. É verdade que a zona costeira não é nada fabulosa e, por exemplo, Copacabana está decadente. Tudo isso é verdade, mas ainda assim, a cidade encanta. Pelo mar, pelo sol, pelos morros...
Já em relação aos cariocas tenho um sentimento dividido. Por um lado são meio lentos, meio preguiçosos, meio enrolados, já para não falar de que o perigo da criminalidade espreita a cada esquina. Mas, por outro, ensinaram-me uma coisa em época de crise mundial: "Para quê sofer com a crise? Nós vivemos em crise há 500 anos. Já estamos habituados". E têm razão! O pior que se pode fazer numa situação de crise é ficar parado a lamentá-la. Há que reagir, continuar a viver com um sorriso nos lábios, como tão bem fazem os cariocas. E este sábio ensinamento só um brasileiro o podia dar...
04 janeiro 2009
Estado de espírito

Este ano não estive nada imbuído pelo espírito natalício. Para ser franco até desejei que esta época de Natal e fim-de-ano passasse rapidamente. Apetece-me ter semanas normais, a trabalhar durante a semana e a descansar aos fins-de-semana. Não ter aquela obrigação de ter de me lembrar de 40 ou 50 pessoas para mandar sms... Eu gosto de semanas normais. Nessas semanas algo que aconteça fora do comum é um acontecimento. Entre 20 de Dezembro e 6 de Janeiro há a expectativa que tudo seja fantástico e a realidade é bem menos interessante que aquilo que idealizámos antes. Eu prefiro boas surpresas em semanas banais... Por isso, em vez de Boas Festas, desejo-vos boas semanas felizes
Estou de volta!
Estive algum tempo sem aparecer, mas acho que agora vou voltar a escrever uma coisas por aqui.
11 setembro 2008
Humor na televisão

Com a rentrée televisiva surgiram novos programas a juntar aos que já víamos. É o normal nesta época. A aposta mais forte tem sido a da SIC, sobretudo com dois programas de humor. Bem... um é um concurso, mas tendo Herman José a apresentá-lo transforma-se automaticamente num conteúdo humorístico. E se A Roda da Sorte tem tudo para ser um sucesso, já a VIP Manicure com Ana Bola e Maria Rueff tem tudo para ser um desastre. As piadas são previsíveis, os tiques das duas actrizes já são mais que conhecidos e repetitivos e depois perdem para a versão radiofónica da TSF. Enquanto apenas com voz as histórias das duas manicuras resultam, já na televisão parece-me que falta ali qualquer coisa. Para mim foi uma decepção. Mas atenção, ainda assim muito melhor que aquela coisa que é o Telerural da RTP. Aquilo é o humor mais básico, mais a puxar para baixo, quase ao estilo Malucos do Riso, mas ainda mais bimbo. Que a RTP, paga pelos portugueses, que devia fazer humor inteligente, meta aquilo no ar, é um autêntico atentado. E não me venham com a conversa que a RTP, para compensar, tem outros programas de humor com inteligência. A RTP não tem de ter programas para todos os públicos, sobretudo se esses programas puxam para baixo, tal como a bimbice do Fernando Mendes e o seu Preço Certo. Pode dar audiências, eu sei... mas a RTP devia ter outras preocupações, até porque é paga por todos nós.
11 agosto 2008
Moita Flores outra vez...

Já aqui falei uma vez deste ex-criminologista e actual presidente da Câmara de Santarém. É verdade, embirro com o homem. Mas ou estou louco ou é Moita Flores que está. Além das baboseiras de lugares-comund que vomita várias vezes na televisão sobre tudo e nada (não entendo como o continuam a convidar para comentar assuntos na TV), desta vez perguntaram-lhe o que pensava sobre o caso dos dois brasileiros que tentaram assaltar um balcão do Banco Espírito Santo, em Lisboa, e que fizeram dois reféns. (O desfecho já se sabe: um dos brasileiros foi morto e outro ficou gravemente ferido e foi para o hospital.) Então não é que Moita Flores disse, com todos os dentinhos que ainda tem, que estes problemas podem agravar-se porque os brasileiros vêm para cá fazer tráfico de droga, tráfico de mulheres e vários outros tipos de crimes? O homem pirou de vez daquela cabecinha. Os imigrantes brasileiros é a maior comunidade estrangeira de Portugal e tenho a certeza que a grande maioria das pessoas oriundas do Brasil são honestas e apenas procuram trabalho para obterem uma vida melhor que tinham no seu país. Moita Flores fez um comentário completamente xenófobo e nojento. E logo ele que é político e presidente do município onde está enterrado o descobridos do Brasil: Pedro Álvares Cabral. Mas ele sabe lá o que é ser responsável. Ele quer é ganhar mais uns euros aparecendo na TV. O embaixados do Brasil em Lisboa reagiu, e bem, a mais este vomitado de Moita Flores. Não há ninguém que cale esta besta quadrada?
06 agosto 2008
O Rato foi salvo

Era isto que poderia ter acontecido se não tivesse sido rejeitado pela Câmara este mamarracho no Largo do Rato. Desta vez, Lisboa escapou a mais um desastre arquitectónico. Apesar de eu até simpatizar com António Costa, a verdade é que foi a oposição e Sá Fernandes (BE) que votaram contra e chumbaram este atentado.
27 julho 2008
Já tenho bina

Pois é, prometi há uns tempos aqui neste meu blogue que iria comprar uma bicicleta e assim foi. Já a tenho e amanhã vou começar a reaprender a andar numa no Jardim da Estrela, para evitar azares e azelhices. Se tudo correr bem começarei a ir de bicicleta para o trabalho já no próximo fim-de-semana, quando acabarem as férias. Só espero que haja cada vez mais pessoas a fazer o mesmo e "obrigar" quem governa as cidades a darem mais condições aos ciclistas. Bem sei que Lisboa não é muito propícia a pedaladas, mas isso não é desculpa para continuarmos a usar os carros para tudo e a toda a hora. Claro que uma bicicleta não substitui um automóvel, mas para quem mora na cidade é uma excelente alternativa para percursos internos e relativamente curtos. Experimentem também e façam de Lisboa uma cidade ciclável, mais amiga do ambiente e mais moderna.
PS: A bicicleta da foto não é a minha.
24 julho 2008
Lisboa versus Porto


No outro dia passei por aquele fantástico canal denominado Porto Canal e parei para ver um debate de um programa chamado TGV. E não é que aquele programa se dedica exclusivamente sobre a diferença entre Lisboa e o Porto? Só isso prova o provincianismo de algumas mentes da segunda cidade do País. Pelo que percebi, aquele era o último programa e um balanço do que foi dito ao longo de meses. Fiquei a compreender que muitos portuenses continuam com aquele trauma e complexo de não serem a capital e que se acham muito desfavorecidos em relação a Lisboa. Pior: acham que são os porta-vozes de todas as regiões de Portugal "subjugadas" por Lisboa. É preciso dizer que a Área Metropolitana do Porto, e bem, é a que recebe mais dinheiro depois da de Lisboa e onde são feitos mais investimentos, depois da Área Metropolitana de Lisboa. Que deveriam ter vergonha na cara por se acharem desfavorecidos, quando Trás-os-Montes e o Alentejo são as regiões mais pobres do País e que têm muito menos voz que a Área Metropolitana do Porto. E não se queiram comparar à região da capital que tem quase três milhões de pessoas (a do Porto tem cerca de 1 milhão). É óbvio que a Grande Lisboa tem mais investimentos, afinal de contas vive aqui quase 1/3 da população portuguesa. É óbvio que a capital de um país tem de ter mais investimentos do Estado e também de privados. É assim em todos os países: Paris, Londres, Berlim, Roma , Bruxelas e até mesmo Madrid, apesar de Barcelona ter tido um enorme desenvolvimento. As segundas cidades têm sempre um papel secundário nos países europeus. Isso não é nenhum desprimor para as respectivas... Se gastassem mais energias a cuidar do que é seu em vez de as gastar a chorar com a comparação com Lisboa, talvez o Porto evoluísse um pouco mais, sobretudo nas mentalidades, que ainda é muitas vezes primária e muito pouco cosmopolita e europeia. Por mim, gosto muito de ir passear ao Porto e acho muita piada aos seus cidadãos, mas a maior diferença que encontro nem é nos investimentos do Estado, é mesmo na maneira retrógada como ainda pensam.
Gosto
Uma das músicas mais ouvidas nos últimos tempos na rádio portuguesa. Agradável e bastante melodiosa.
13 julho 2008
50 euros mal gastos...

Há uma semana comprei a nova box da Zon (TV Cabo), aquela que permite ver canais de alta definição. A desilusão foi mais que muita. Em primeiro lugar só tem dois canais de alta definição, o MOV (de filmes e séries) e o National Geographic (que nem sequer tem legendas em português, como o canal analógico que já dispunhamos). O outro canal em alta definição é a Sport TV, que como todos sabem é pago à parte. A definição dos outros 80 canais é igual à que tinha na box antiga. Depois há a desilusão de não se poder alugar filmes (só a partir de Setembro). Mas o pior para mim nem é isso. É que não é possível ordenar os canais como queremos. Há a possibilidade de fazer listas de favoritos, mas pela ordem que a Zon no impõe. Acho isto um atentado à liberdade do cliente. Eu, por exemplo, gosto de ter a RTPN a seguir à SIC Notícias e de meter os canais infantis depois dos de filmes e séries. E não é possível fazer isso com a nova box. Primeiro que chegue ao AXN tenho de percorrer uns 30 canais. Cheguei à conclusão que fiz a pior compra dos últimos tempos... Além deste inconveniente o layout da nova box parece-me pior que o anterior e não permite saltar de 10 em 10 canais como na anterior box. A única coisa positiva é ver o MOV com boa qualidade de imagem. Mas isso não basta para valer a pena trocar a antiga box pela nova.
08 julho 2008
Incêndio na Avenida da Liberdade

Há coisas que não entendo. Uma delas é a possibilidade de os proprietários de prédios devolutos poderem esperar que o resto das paredes caiam para poderem fazer especulação imobiliária. Não aprendemos nada com o incêndio do Chiado? Mudem a lei. Se o proprietário não tem dinheiro para recuperar um edifício antigo, a câmara municipal fica com o edifício por um preço razoável. Se houver algum acidente antes da passagem para o município, o proprietário fica automaticamente sem direito a um tostão e o edifício fica logo a ser propriedade camarária. Ninguém tem o direito, mesmo os proprietários, de deixar edifícios cair para ser mais fácil fazer dinheiro em zonas históricas. Já bastou o terramoto de 1755 e de termos tido Abecassis a governar a cidade. Há que a recuperar todos os edifícios antigos de Lisboa e não deixá-los cair ou deitá-los abaixo para construir mamarrachos modernos nas zonas nobres. Que façam "caixotes" lá para Massamá ou para o Seixal, que as pessoas desses sítios já estão habituadas... O incêndio de anteontem na Avenida da Liberdade é mais um sintoma da desertificação do centro de Lisboa e também está ligado ao meu post anterior. Se não há gente a viver nas zonas antigas, o comércio não abre... Se o comércio não abre também não há gente que se desloque a esses locais. É uma pescadnha de rabo na boca... Eu começaria com a obrigatoriedade de abrir o comério todos os dias e com horários alargados por quotas. Com o tempo as pessoas voltavam a viver no centro. Mas o incêndio na mais importante avenida do País, foi apenas mais uma facada que deram à mais bela cidade do mundo.
Domingo em Lisboa

Quem me conhece sabe que eu trabalho na Avenida da Liberdade, junto ao Marquês de Pombal, na nossa maravilhosa capital (sim, eu amo Lisboa como é impossível amar mais). Este domingo trabalhei (coisa nada aconselhável). Pior. Tive de ir trabalhar às 10.30 "de la matina". Mas pior que ter de ir trabalhar a um domingo de manhã, é encontrar um sítio para almoçar a um domingo na zona do Marquês de Pombal. O único restaurante aberto é um chinês e o centro comercial por baixo do Palácio Sottomayor. Não, não é para acreditar, o tal centro comercial tem um único snack-bar aberto aos domingos. Todos os outros estão fechados assim como as lojas nos andares de cima. Sim, é um centro comercial que fecha ao domingo, excepto um banal snack-bar que só vende lasanha (lasagna se escrito à italiana) de carne de vaca e de frango! Que as lojas fecham todas ao domingo (que é uma estupidez tamanha!), já se sabia, agora haver um centro comercial que apenas tem um dos seus espaços abertos, nunca tinha visto! Acabem depressa com esta coisa de se fechar ao domingo. Porra, estamos na capital de um país europeu! Qualquer estabelecimento comercial, do quiosque da esquina até uma marca multinacional devem estar TODOS os dias abertos. É que já ninguém usa os domingos para ir à missa e já ninguém considera os domingos um dis do tal senhor que foi crucificado na cruz há cerca de 2000 mil anos. A vida das pessoas mudou. Se os comerciantes não entendem isso, então dediquem-se a outra actividade, como por exemplo cavar batatas numa qualquer aldeia de Trás-os-Montes. O comércio tem de ser obrigado a abrir todos os dias, de preferência com horários alargados. Sim, porque também não se entende, numa época em que se vive cada vez mais à noite, que haja meia dúzia de coisas abertas durante a madrugada. Acordem, já estamos no século XXI há oito anos!
Foto: Para quem não sabe, a imagem é do Palácio Sottomayor, que tem um centro comercial em baixo.
02 julho 2008
Nasceu um novo blogue
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. É um blogue de quatro amigos, no qual estou incluído. Apareçam e opinem.
30 junho 2008
Amo a nossa bandeira

Há uns dias, em entrevista ao DN, Miguel Sousa Tavares disse que a bandeira de Portugal era a mais feia do mundo e que o nosso hino devia ser mudado. É a opinião dele e há que respeitar, mas quem é o MST para pôr em causa os dois maiores símbolos nacionais? Provavelmete ele gosta mais da anterior bandeira, a monárquica, em azul e branco, que são as cores do seu adorado clube, o Futebol Clube do Porto. Enfim... Só que tanto a bandeira nacional como o hino não são para se gostar ou não. São os símbolos identitários e identificativos de um país. Não podem nem devem mudar conforme os gostos estéticos de algumas pessoas ou de algumas modas.
Defendem os monárquicos que a bandeira de Portugal foi azul e branca durante quase 800 e tal anos e que a verde-rubra da República apenas quase 100. Nada mais errado. Os países só começaram ausar bandeiras para identificar os seus territórios e soberania depois do século XVIII. E em Portugal só com o Liberalismo, é que se adoptou uma bandeira e hino nacinais. Ou seja, após 1830. Até lá havia bandeiras que identificavam o rei e a sua coroa e não o país, que são coisas diferentes. Assim sendo, a bandeira nacional da monarquia, a tal azul e branca, existiu apenas 80 anos. As anteriores recuando até ao primeiro rei Afonso Henriques ostentavam o brasão do rei, não da Nação. Mas, mesmo que houvesse uma bandeira monárquica com mais de 1000 anos, e que a bandeira Republicana fosse a mais feia do mundo, como MST diz... isso não é razão para se mudar. Mesmo falando esteticamente eu gosto da bandeira verde-rubra, mas o meu gosto não interessa nada para o caso.
Todos os portugueses se identificam com a actual bandeira. Todos os estrangeiros identificam Portugal vendo a actual bandeira. Muitos portugueses morreram em guerras, sobretudo na Colonial nos anos 60 e 70, por amor àquela bandeira, já que muitos não acreditavam nas razões da ditadura salazarista e marcelista para continuar a lutar nas colónias africanas. Muitos portugueses já choraram a ouvir o nosso hino ou, no mínimo, emocionaram-se com a sua música e letra. Mais de cinco milhões de portugueses emigrados pelo Mundo amam a nossa bandeira e hino. E agora ia-se mudar porque alguns a acham pouco estética? Isso não tem qualquer lógica nem racionalidade. É pena que as pessoas não saibam por que razão a nossa bandeira é verde e encarnada. É que são as cores da maçonaria e carbonária portuguesas. Ainda assim, os republicanos do início do século XX, respeitaram a história do nosso símbolo anterior, mantendo a proporcionalidade entre o verde (onde estava o azul) e o encarnado (onde estava o branco). Além disso, manteve o escudo nacional (esse sim manteve-se quase inalterado durante muitos séculos, desde D. Afonso III. E as quinas desde Afonso Henriques) e apenas retirou a coroa real e substituiu-a pela esfera armilar, que representa os Descobrimentos Portugueses (mais uma homenagem a uma época de ouro da nossa Pátria).
Os republicanos respeitaram os principais símbolos da nossa História e apenas colocaram as cores da República nacional. E isso deve ser respeitado. Se há quem não goste... paciência. Se calhar há franceses que não gostam da tricolor, mas nem se atrevem a sugerir uma mudança deste tipo. As bandeiras só devem ser alteradas, tal como os hinos, se o regime constitucional da Nação mudar ou se houver uma divisão ou união territorial significativa. Foi nessa base que o golpe de 1926 não alterou a bandeira nacional, nem a revolução de 1974 a mudou.
Agora mais pessoalmente, posso dizer que falando com estrangeiros (e eu já falei com muitos) todos elogiaram a nossa bandeira e o nosso hino... É estranho que sejam alguns portugueses que os venham agora pôr em causa. Os símbolos de uma Nação devem ser respeitados e preservados. Não devem nunca ir ao sabor de estéticas mais ou menos efémeras.
25 junho 2008
Nunca pensei dizer isto:

Sim, ele pode ser um trafulha. Sim, ele pode ter roubado o Benfica. Sim, ele pode ter merecido passar 6 anos na prisão. Sim, eu sou benfiquista e quando fui sócio nunca votei nele. Mas já tenho pena do homem! Então o Vale e Azevedo é o único dirigente do futebol que fez ilegalidades? Os outros são todos os santos? Todos falam nos campeonatos comprados por Pinto da Costa e nada! O homem continua livre como um passarinho... Não entendo a Justiça portuguesa. Eu detestava o Vale e Azevedo, mas começo a achar que o homem tem razão quando diz que está a ser perseguido. É que os verdadeiros trastes que andam a falsear a verdade desportiva continuam todos à solta!
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