11 agosto 2008

Moita Flores outra vez...


Já aqui falei uma vez deste ex-criminologista e actual presidente da Câmara de Santarém. É verdade, embirro com o homem. Mas ou estou louco ou é Moita Flores que está. Além das baboseiras de lugares-comund que vomita várias vezes na televisão sobre tudo e nada (não entendo como o continuam a convidar para comentar assuntos na TV), desta vez perguntaram-lhe o que pensava sobre o caso dos dois brasileiros que tentaram assaltar um balcão do Banco Espírito Santo, em Lisboa, e que fizeram dois reféns. (O desfecho já se sabe: um dos brasileiros foi morto e outro ficou gravemente ferido e foi para o hospital.) Então não é que Moita Flores disse, com todos os dentinhos que ainda tem, que estes problemas podem agravar-se porque os brasileiros vêm para cá fazer tráfico de droga, tráfico de mulheres e vários outros tipos de crimes? O homem pirou de vez daquela cabecinha. Os imigrantes brasileiros é a maior comunidade estrangeira de Portugal e tenho a certeza que a grande maioria das pessoas oriundas do Brasil são honestas e apenas procuram trabalho para obterem uma vida melhor que tinham no seu país. Moita Flores fez um comentário completamente xenófobo e nojento. E logo ele que é político e presidente do município onde está enterrado o descobridos do Brasil: Pedro Álvares Cabral. Mas ele sabe lá o que é ser responsável. Ele quer é ganhar mais uns euros aparecendo na TV. O embaixados do Brasil em Lisboa reagiu, e bem, a mais este vomitado de Moita Flores. Não há ninguém que cale esta besta quadrada?

06 agosto 2008

O Rato foi salvo


Era isto que poderia ter acontecido se não tivesse sido rejeitado pela Câmara este mamarracho no Largo do Rato. Desta vez, Lisboa escapou a mais um desastre arquitectónico. Apesar de eu até simpatizar com António Costa, a verdade é que foi a oposição e Sá Fernandes (BE) que votaram contra e chumbaram este atentado.

27 julho 2008

Já tenho bina


Pois é, prometi há uns tempos aqui neste meu blogue que iria comprar uma bicicleta e assim foi. Já a tenho e amanhã vou começar a reaprender a andar numa no Jardim da Estrela, para evitar azares e azelhices. Se tudo correr bem começarei a ir de bicicleta para o trabalho já no próximo fim-de-semana, quando acabarem as férias. Só espero que haja cada vez mais pessoas a fazer o mesmo e "obrigar" quem governa as cidades a darem mais condições aos ciclistas. Bem sei que Lisboa não é muito propícia a pedaladas, mas isso não é desculpa para continuarmos a usar os carros para tudo e a toda a hora. Claro que uma bicicleta não substitui um automóvel, mas para quem mora na cidade é uma excelente alternativa para percursos internos e relativamente curtos. Experimentem também e façam de Lisboa uma cidade ciclável, mais amiga do ambiente e mais moderna.

PS: A bicicleta da foto não é a minha.

24 julho 2008

Lisboa versus Porto



No outro dia passei por aquele fantástico canal denominado Porto Canal e parei para ver um debate de um programa chamado TGV. E não é que aquele programa se dedica exclusivamente sobre a diferença entre Lisboa e o Porto? Só isso prova o provincianismo de algumas mentes da segunda cidade do País. Pelo que percebi, aquele era o último programa e um balanço do que foi dito ao longo de meses. Fiquei a compreender que muitos portuenses continuam com aquele trauma e complexo de não serem a capital e que se acham muito desfavorecidos em relação a Lisboa. Pior: acham que são os porta-vozes de todas as regiões de Portugal "subjugadas" por Lisboa. É preciso dizer que a Área Metropolitana do Porto, e bem, é a que recebe mais dinheiro depois da de Lisboa e onde são feitos mais investimentos, depois da Área Metropolitana de Lisboa. Que deveriam ter vergonha na cara por se acharem desfavorecidos, quando Trás-os-Montes e o Alentejo são as regiões mais pobres do País e que têm muito menos voz que a Área Metropolitana do Porto. E não se queiram comparar à região da capital que tem quase três milhões de pessoas (a do Porto tem cerca de 1 milhão). É óbvio que a Grande Lisboa tem mais investimentos, afinal de contas vive aqui quase 1/3 da população portuguesa. É óbvio que a capital de um país tem de ter mais investimentos do Estado e também de privados. É assim em todos os países: Paris, Londres, Berlim, Roma , Bruxelas e até mesmo Madrid, apesar de Barcelona ter tido um enorme desenvolvimento. As segundas cidades têm sempre um papel secundário nos países europeus. Isso não é nenhum desprimor para as respectivas... Se gastassem mais energias a cuidar do que é seu em vez de as gastar a chorar com a comparação com Lisboa, talvez o Porto evoluísse um pouco mais, sobretudo nas mentalidades, que ainda é muitas vezes primária e muito pouco cosmopolita e europeia. Por mim, gosto muito de ir passear ao Porto e acho muita piada aos seus cidadãos, mas a maior diferença que encontro nem é nos investimentos do Estado, é mesmo na maneira retrógada como ainda pensam.

Gosto


Uma das músicas mais ouvidas nos últimos tempos na rádio portuguesa. Agradável e bastante melodiosa.

13 julho 2008

50 euros mal gastos...


Há uma semana comprei a nova box da Zon (TV Cabo), aquela que permite ver canais de alta definição. A desilusão foi mais que muita. Em primeiro lugar só tem dois canais de alta definição, o MOV (de filmes e séries) e o National Geographic (que nem sequer tem legendas em português, como o canal analógico que já dispunhamos). O outro canal em alta definição é a Sport TV, que como todos sabem é pago à parte. A definição dos outros 80 canais é igual à que tinha na box antiga. Depois há a desilusão de não se poder alugar filmes (só a partir de Setembro). Mas o pior para mim nem é isso. É que não é possível ordenar os canais como queremos. Há a possibilidade de fazer listas de favoritos, mas pela ordem que a Zon no impõe. Acho isto um atentado à liberdade do cliente. Eu, por exemplo, gosto de ter a RTPN a seguir à SIC Notícias e de meter os canais infantis depois dos de filmes e séries. E não é possível fazer isso com a nova box. Primeiro que chegue ao AXN tenho de percorrer uns 30 canais. Cheguei à conclusão que fiz a pior compra dos últimos tempos... Além deste inconveniente o layout da nova box parece-me pior que o anterior e não permite saltar de 10 em 10 canais como na anterior box. A única coisa positiva é ver o MOV com boa qualidade de imagem. Mas isso não basta para valer a pena trocar a antiga box pela nova.

08 julho 2008

Incêndio na Avenida da Liberdade


Há coisas que não entendo. Uma delas é a possibilidade de os proprietários de prédios devolutos poderem esperar que o resto das paredes caiam para poderem fazer especulação imobiliária. Não aprendemos nada com o incêndio do Chiado? Mudem a lei. Se o proprietário não tem dinheiro para recuperar um edifício antigo, a câmara municipal fica com o edifício por um preço razoável. Se houver algum acidente antes da passagem para o município, o proprietário fica automaticamente sem direito a um tostão e o edifício fica logo a ser propriedade camarária. Ninguém tem o direito, mesmo os proprietários, de deixar edifícios cair para ser mais fácil fazer dinheiro em zonas históricas. Já bastou o terramoto de 1755 e de termos tido Abecassis a governar a cidade. Há que a recuperar todos os edifícios antigos de Lisboa e não deixá-los cair ou deitá-los abaixo para construir mamarrachos modernos nas zonas nobres. Que façam "caixotes" lá para Massamá ou para o Seixal, que as pessoas desses sítios já estão habituadas... O incêndio de anteontem na Avenida da Liberdade é mais um sintoma da desertificação do centro de Lisboa e também está ligado ao meu post anterior. Se não há gente a viver nas zonas antigas, o comércio não abre... Se o comércio não abre também não há gente que se desloque a esses locais. É uma pescadnha de rabo na boca... Eu começaria com a obrigatoriedade de abrir o comério todos os dias e com horários alargados por quotas. Com o tempo as pessoas voltavam a viver no centro. Mas o incêndio na mais importante avenida do País, foi apenas mais uma facada que deram à mais bela cidade do mundo.

Domingo em Lisboa


Quem me conhece sabe que eu trabalho na Avenida da Liberdade, junto ao Marquês de Pombal, na nossa maravilhosa capital (sim, eu amo Lisboa como é impossível amar mais). Este domingo trabalhei (coisa nada aconselhável). Pior. Tive de ir trabalhar às 10.30 "de la matina". Mas pior que ter de ir trabalhar a um domingo de manhã, é encontrar um sítio para almoçar a um domingo na zona do Marquês de Pombal. O único restaurante aberto é um chinês e o centro comercial por baixo do Palácio Sottomayor. Não, não é para acreditar, o tal centro comercial tem um único snack-bar aberto aos domingos. Todos os outros estão fechados assim como as lojas nos andares de cima. Sim, é um centro comercial que fecha ao domingo, excepto um banal snack-bar que só vende lasanha (lasagna se escrito à italiana) de carne de vaca e de frango! Que as lojas fecham todas ao domingo (que é uma estupidez tamanha!), já se sabia, agora haver um centro comercial que apenas tem um dos seus espaços abertos, nunca tinha visto! Acabem depressa com esta coisa de se fechar ao domingo. Porra, estamos na capital de um país europeu! Qualquer estabelecimento comercial, do quiosque da esquina até uma marca multinacional devem estar TODOS os dias abertos. É que já ninguém usa os domingos para ir à missa e já ninguém considera os domingos um dis do tal senhor que foi crucificado na cruz há cerca de 2000 mil anos. A vida das pessoas mudou. Se os comerciantes não entendem isso, então dediquem-se a outra actividade, como por exemplo cavar batatas numa qualquer aldeia de Trás-os-Montes. O comércio tem de ser obrigado a abrir todos os dias, de preferência com horários alargados. Sim, porque também não se entende, numa época em que se vive cada vez mais à noite, que haja meia dúzia de coisas abertas durante a madrugada. Acordem, já estamos no século XXI há oito anos!

Foto: Para quem não sabe, a imagem é do Palácio Sottomayor, que tem um centro comercial em baixo.

02 julho 2008

Nasceu um novo blogue

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. É um blogue de quatro amigos, no qual estou incluído. Apareçam e opinem.

30 junho 2008

Amo a nossa bandeira


Há uns dias, em entrevista ao DN, Miguel Sousa Tavares disse que a bandeira de Portugal era a mais feia do mundo e que o nosso hino devia ser mudado. É a opinião dele e há que respeitar, mas quem é o MST para pôr em causa os dois maiores símbolos nacionais? Provavelmete ele gosta mais da anterior bandeira, a monárquica, em azul e branco, que são as cores do seu adorado clube, o Futebol Clube do Porto. Enfim... Só que tanto a bandeira nacional como o hino não são para se gostar ou não. São os símbolos identitários e identificativos de um país. Não podem nem devem mudar conforme os gostos estéticos de algumas pessoas ou de algumas modas.

Defendem os monárquicos que a bandeira de Portugal foi azul e branca durante quase 800 e tal anos e que a verde-rubra da República apenas quase 100. Nada mais errado. Os países só começaram ausar bandeiras para identificar os seus territórios e soberania depois do século XVIII. E em Portugal só com o Liberalismo, é que se adoptou uma bandeira e hino nacinais. Ou seja, após 1830. Até lá havia bandeiras que identificavam o rei e a sua coroa e não o país, que são coisas diferentes. Assim sendo, a bandeira nacional da monarquia, a tal azul e branca, existiu apenas 80 anos. As anteriores recuando até ao primeiro rei Afonso Henriques ostentavam o brasão do rei, não da Nação. Mas, mesmo que houvesse uma bandeira monárquica com mais de 1000 anos, e que a bandeira Republicana fosse a mais feia do mundo, como MST diz... isso não é razão para se mudar. Mesmo falando esteticamente eu gosto da bandeira verde-rubra, mas o meu gosto não interessa nada para o caso.

Todos os portugueses se identificam com a actual bandeira. Todos os estrangeiros identificam Portugal vendo a actual bandeira. Muitos portugueses morreram em guerras, sobretudo na Colonial nos anos 60 e 70, por amor àquela bandeira, já que muitos não acreditavam nas razões da ditadura salazarista e marcelista para continuar a lutar nas colónias africanas. Muitos portugueses já choraram a ouvir o nosso hino ou, no mínimo, emocionaram-se com a sua música e letra. Mais de cinco milhões de portugueses emigrados pelo Mundo amam a nossa bandeira e hino. E agora ia-se mudar porque alguns a acham pouco estética? Isso não tem qualquer lógica nem racionalidade. É pena que as pessoas não saibam por que razão a nossa bandeira é verde e encarnada. É que são as cores da maçonaria e carbonária portuguesas. Ainda assim, os republicanos do início do século XX, respeitaram a história do nosso símbolo anterior, mantendo a proporcionalidade entre o verde (onde estava o azul) e o encarnado (onde estava o branco). Além disso, manteve o escudo nacional (esse sim manteve-se quase inalterado durante muitos séculos, desde D. Afonso III. E as quinas desde Afonso Henriques) e apenas retirou a coroa real e substituiu-a pela esfera armilar, que representa os Descobrimentos Portugueses (mais uma homenagem a uma época de ouro da nossa Pátria).

Os republicanos respeitaram os principais símbolos da nossa História e apenas colocaram as cores da República nacional. E isso deve ser respeitado. Se há quem não goste... paciência. Se calhar há franceses que não gostam da tricolor, mas nem se atrevem a sugerir uma mudança deste tipo. As bandeiras só devem ser alteradas, tal como os hinos, se o regime constitucional da Nação mudar ou se houver uma divisão ou união territorial significativa. Foi nessa base que o golpe de 1926 não alterou a bandeira nacional, nem a revolução de 1974 a mudou.

Agora mais pessoalmente, posso dizer que falando com estrangeiros (e eu já falei com muitos) todos elogiaram a nossa bandeira e o nosso hino... É estranho que sejam alguns portugueses que os venham agora pôr em causa. Os símbolos de uma Nação devem ser respeitados e preservados. Não devem nunca ir ao sabor de estéticas mais ou menos efémeras.

25 junho 2008

Imagens de Portugal (18)


As baleias dos Açores.
Foto de Ilena Lo, retirada do sítio TrekEarth.

Nunca pensei dizer isto:


Sim, ele pode ser um trafulha. Sim, ele pode ter roubado o Benfica. Sim, ele pode ter merecido passar 6 anos na prisão. Sim, eu sou benfiquista e quando fui sócio nunca votei nele. Mas já tenho pena do homem! Então o Vale e Azevedo é o único dirigente do futebol que fez ilegalidades? Os outros são todos os santos? Todos falam nos campeonatos comprados por Pinto da Costa e nada! O homem continua livre como um passarinho... Não entendo a Justiça portuguesa. Eu detestava o Vale e Azevedo, mas começo a achar que o homem tem razão quando diz que está a ser perseguido. É que os verdadeiros trastes que andam a falsear a verdade desportiva continuam todos à solta!

18 junho 2008

Muito boa!


Para os portugueses é conhecida como a música da cerveja nacional Super Bock em tempos de Euro 2008. A senhora que canta chama-se Brandi Carlile e este tema tem o nome de The Story. Ah, também faz parte da banda sonora da série Anatomia de Grey.
PS: Este é o link com a versão original (sem ser a da série) com legendas em português: http://www.youtube.com/watch?v=UmfC88pWO_I

12 junho 2008

A grande festa de Lisboa




Hoje é noite de Santo António, o santo padroeiro da nossa capital. O santo oficial é São Vicente, para quem não sabe... É noite de sair à rua, comer sardinhas, comprar manjericos, beber até à exaustão e ouvir música nos bairros típicos de Lisboa. Ié, Ié, Ié... o Santo António é que é!

Onde está o Governo?


O País parou por causa dos piquetes dos pequenos empresários de transportes (os grandes chegaram a acordo com o Governo). Os combustíveis esgotaram em praticamente todo o lado e os supermercados já estão em ruptura de stocks de vários produtos. Acho incrível o Governo ainda não ter tomado medidas de força contra esta paralização ilegal, que nem sequer deixa os camionistas sérios seguirem o seu caminho. Onde estão as forças de segurança? Onde está o designado Estado de Direito? Que o Governo não ceda na baixa de ISP sobre os combustíveis aceito e aprovo, mas não agir contra estes terroristas das estradas que estão a parar o País desaprovo e condeno. Um grupo de pessoas não pode prejudicar a maioria dos seus concidadãos, muito menos de forma ilegal. Quanto à subida de combustíveis... habituem-se e adaptem-se. O preço do barril de petróleo vai chegar em breve aos 150 dólares e no próximo ano aos 200 dólares. Acabou definitivamente o preço baixo da gasolina e do gasóleo. Os nossos (maus) hábitos de andar de carro para todo o lado têm os dias contados. Por necessidade, os portugueses vão começar a usar mais os transportes públicos e a deixar o carro à porta de casa. E essa é a boa notícia. Só é pena não terem feito isso por questões de cidadania, mas apenas por razões económicas. No meu caso resolverei o assunto de forma simples: vou comprar uma bicicleta e usá-la nas minhas deslocações em Lisboa, quando não me apetece andar de metro. E vocês? Vão viver para sustentar uma lata com quatro rodas?

10 junho 2008

07 junho 2008

Força Portugal!


Começa hoje mais um Euro. Muitas das nossas esperanças estão depositadas neste rapaz aqui em cima e, claro, nos seus colegas. Será que é desta que trazemos a Taça, depois de a termos perdido por um triz na nossa própria casa?

28 maio 2008

Novo desafio


Acaba uma etapa... começa outra.

25 maio 2008

Não foi mau de todo



Ok, não ganhou, mas com este sistema de votação... dificilmente um país ocidental volta a vencer o Eurofestival da Canção. Mais uma vez a vitória foi para um país de Leste. Ficámos em 13.º lugar em 43 países, o que até não foi nada mau. Em cima está uma das minhas músicas favoritas deste ano: a de Israel.

23 maio 2008

Portugal na final





Após alguns anos sem lá ir, voltámos a estar presentes na final do Eurofestival da Canção. A nossa Vânia teve uma actuação impecável e a música é muito boa, ao contráro daquela que levámos o ano passado... Este ano temos algumas hipóteses de ficar nos primeiros lugares, já que as canções dos outros países europeus parecem-me bastante mázinhas. Mas como o voto é das pessoas e elas costumam votar nos países vizinhos... nunca se sabe. Sábado é o dia da grande final, por isso: Boa sorte Vânia!

Participantes da final: Portugal, Dinamarca, Croácia, Ucrânia, Islândia, Suécia, Turquia, Letónia, Geórgia, Grécia, Roménia, Bósnia-Herzegovina, Finlândia, Rússia, Israel, Azerbaijão, Arménia, Polónia, Noruega, Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Sérvia